O artigo que todos os perfeccionistas deveriam ler

22 de julho de 2019 0 Por Bolha Criativa
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Tempo de leitura: 2 minutos

Se você é daquelas pessoas que ao criar alguma coisa só finaliza e mostra ao público quando tiver 100% de certeza que está perfeito ou está tentando criar algo memorável que ainda não é considerado por você mesmo como perfeito, este artigo é para você, um perfeccionista nato.

Acontece que existe dois lados nesta história de perfeição, um ótimo e um péssimo e mostraremos eles para você agora.

Afinal, o que é “perfeição”?

Convenhamos que na realidade a perfeição é muito relativa. Algo que pode ser perfeito para mim, pode ser descartável para você e vice-e-versa. Entendemos que o próprio conceito de perfeição é algo bem particular.

Um exemplo simples de entender é aquele filme super bem comentado nas premiações, sendo considerado por muitos críticos como “5 estrelas, perfeito”. No entanto, quando você tem a oportunidade de assisti-lo, pode ir contra a maré de todo o mundo e observar defeitos. “Ele é muito longo, muito cansativo, as vezes tedioso”, você diz.

Então podemos concluir que a perfeição nada mais é do que uma ideia que nós mesmos ou uma parte das próprias pessoas acreditam e veneram.

E não estou falando de perfeição no sentido de exatidão, como por exemplo: um português escrito corretamente, uma conta de matemática exata ou uma resposta científica muito bem argumentada com fatos verídicos. E sim, a perfeição no conceito do bom gosto da criação.

A mente do perfeccionista

Suas criações eventualmente serão julgadas pelo público da qual se referem, portanto a missão do perfeccionista criativo nada mais é do que agradá-lo.

É muito importante prestar atenção neste detalhe, afinal você deverá provocar uma boa experiência no seu público, ao mesmo tempo que deve agradar a si mesmo, pois como dizemos em nosso artigo anterior, não adianta criar algo por criar sem ao mesmo confiar no que foi feito.

E sabendo que a perfeição também pode ser algo bem relativo à nossa própria cabeça, o perfeccionista pode muito bem atingir a perfeição dentro de suas próprias capacidades, mas seu público por outro lado achar exatamente o contrário. Recomendamos aumentar seu repertório para agradar os dois lados.

Sem exageros, dê o melhor de si!

Por fim, há algumas vantagens de ser perfeccionista. Além de sempre estar disposto a dar o melhor de si, se você tiver boas habilidades e talento, suas criações alcançarão níveis surpreendentes.

No entanto, o perfeccionismo exagerado é como se colocar uma trava bem firme. Se você é daqueles que cria alguma coisa e acha na sua cabeça que ainda não está bom por mais que as outras pessoas o elogiem, daremos algumas dicas rápidas.

  • Se você acha que não está perfeito porque está faltando alguma coisa importante, não deixe ser bloqueado por isso. Se tiver tempo, vá atrás daquilo que falta, como aprender a anatomia dos peixinhos dourados para fazer um desenho perfeito (por exemplo).
  • Procure a opinião de outras pessoas e converse com elas a respeito. Abra sua mente com novas possibilidades para verificar novos ângulos. Será que preciso realmente melhorar o que já está perfeito?
  • Se você abandonou algum projeto por anos, mesmo que esteja finalizado por não achar que ficou perfeito, por que não dar uma chance para ele?

Lembre-se que o mundo não é perfeito. Nossas vidas, por mais que planejamos a perfeição, nos surpreende com coisas ruins ou boas que estragam ou criam novos horizontes para planos já feitos.

E ao menos que você seja a Mary Poppins, que é perfeita em todos os sentidos, ninguém é perfeito.