Opinião: Definindo os limites de sua liberdade criativa

25 de março de 2019 0 Por Bolha Criativa
Tempo de leitura: 2 minutos

Você já parou para pensar na reação das outras pessoas quando virem suas criações? Já imaginou que algumas pessoas podem ficar ofendidas e te repudiarem?

Nós já falamos aqui no Bolha Criativa sobre o bom gosto a ser construído nos projetos, mas também precisamos definir alguns limites. Afinal, o que colocar e o que não colocar para que o projeto e o seu autor seja “crucificado” por sua obra?

Parece uma pergunta simples de responder, mas nos tempos modernos não é. Atualmente a internet está aí para nos provar que qualquer pessoa, por qualquer assunto, já sai julgando o próximo por coisas banais, coisas que não deveriam nem ser levadas a sério em uma discussão. No entanto, vez ou outra aparece algum jornalista com alguma matéria tendenciosa sobre o assunto. É o famoso mimimi.

Provavelmente você tem (ou teria) uma opinião formada sobre o assunto, porém apenas compartilhá-la já geraria um ódio e comentários do tipo “Não é o seu lugar de fala”, ou “Quem é você na fila do pão” ou “Não pedi sua opinião”. As respostas, é claro, são infantis e sem argumentos, eliminando a ideia de que existe uma liberdade. “O que vale é só a opinião do fulano, o resto ou concorda com ele ou está errado”. (Faremos um artigo só sobre opiniões e senso crítico, então fique ligado no Bolha Criativa!).

O preconceito racial, religioso e sexual são os que mais podem dar dor de cabeça para os criativos de plantão. Escrever sobre esses assuntos (exemplo: ter um personagem extremamente racista e misógino como protagonista da história) já pode gerar polêmica, mesmo que o próprio enredo demonstre as consequências pelo personagem ser assim.

Já vi até escritores com dúvidas perguntando se seria racista descrever seu personagem com a palavra “negro”. Desde quando é uma palavra proibida para descrever a pele de alguém?

O que só prova que os limites de sua liberdade criativa estão limitados pela sociedade mais do que imagina. E isso vale para qualquer coisa. Pessoas ficam ofendidas por qualquer coisa hoje em dia, levam tudo para o lado pessoal, até mesmo se você fizer um logotipo com uma arara azul alguém vai dizer que você está influenciando a caça por esses animais em extinção.

O correto a se fazer é deixar o mimimi de lado e usar toda sua liberdade criativa, desde que esteja dentro dos limites do bom-senso, obviamente. Mas se você aquela pessoa singular que te julgue por questões banais, tente explicar os motivos. E se essa pessoa usar da filosofia “Ou você concorda comigo ou está errado”, será que realmente vale a pena dar ouvidos a essa pessoa?

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