Design: algumas gambiarras criativas que podem ajudá-lo

16 de janeiro de 2019 0 Por Bolha Criativa
Tempo de leitura: 3 minutos

O bloqueio criativo é muito comum nas áreas que envolvem a criatividade. Mas muitas vezes esse bloqueio é causado por algo mais técnico, algo que você pode contornar sem problemas se você usar e abusar da sua criatividade.

Neste artigo vamos dar algumas dicas que para muitos podem parecer gambiarras, mas na prática, quase todos os designers usam – e não tem problema nenhum nisso. Afinal, até no famoso “dar um jeitinho” é preciso usar muita, mas muita criatividade!

Fontes sem acento? Não tem problema!

Você provavelmente já passou pela situação de encontrar a fonte perfeita para seu trabalho, mas quando foi escrever… os acentos não funcionavam. Isso acontece em fontes estrangeiras ou fontes gratuitas (para conseguir usar todos os caracteres, é preciso pagar). Se isso acontecer, não desanime: basta criar seu próprio acento.

Aí é que entra a criatividade: para não fugir do design da fonte, use seus próprios elementos como o sinal de vírgula ou a cedilha (se tiver) para montar o acento agudo, circunflexo, aspas, etc. Se não tiver nem esses elementos, busque outra fonte com formas parecidas e faça uma montagem de forma que fique convincente.

Dá para esticar… um pouquinho

No artigo de noções básicas de design, dizemos que esticar imagens desproporcionalmente é um pecado e dos grandes! E sim, ainda defendemos essa regra.

No entanto, pode acontecer de você precisar esticar aquela imagem só um pouquinho, um tiquinho de nada para encaixar naquele espacinho ou simplesmente para fazer a sangria do projeto. Nesse caso, esticar é válido, desde que a imagem (se for de um ser vivo principalmente) ainda fique natural e sem aquele toque de distorção.

Fontes também podem ser esticadas, só lembre de deixá-las legíveis. No entanto, esqueça essa gambiarra com as logos. Logos sempre devem ser deixadas na proporção ideal e quando for fazer um projeto que exiba elas, tenha o espaço delas em mente sempre.

Usando imagens de péssima qualidade

É muito comum nos depararmos com imagens de péssima qualidade ao fazermos nossos trabalhos e infelizmente não temos outra opção a não ser trabalharmos com elas. Ou então você encontra a imagem perfeita, fica apegado e triste ao mesmo tempo, sabendo que ela serviria perfeitamente se não fosse tão ruim.

Nesse caso, o melhor a se fazer é reeditar a imagem conforme a necessidade. Se for um desenho ou logotipo, o melhor a se fazer é transformar em vetor. Se for uma foto, use seu conhecimento em edição de imagem para amenizar os problemas.

O importante aqui na realidade é dar um tchau para a preguiça. Tenha em mente que as vezes você pode perder muito mais tempo procurando a mesma imagem com mais qualidade do que corrigindo ela, então, mãos na massa!

“Enganando” os olhos do cliente

A vida do designer exige que ele se relacione com os clientes e suas mil alterações, mas isso varia muito entre os clientes e os trabalhos feitos. Uma tática para que seu cliente faça mínimas alterações é fazendo algo que ele não pediu ou aquilo que você tenha certeza que ele não vai gostar na arte.

Uma cor diferente, um tamanho reduzido da logo ou alguma imagem fora de contexto, não importa. Aqui faremos um truque do ilusionismo: distrair o espectador com algo evidente e ocultar o restante (as engrenagens que fazem a mágica acontecer). Assim, seu cliente ficará tão ocupado querendo alterar aquele elemento evidente que esquecerá de alterar o resto – ou simplesmente não dar uma atenção tão grande ao resto.

Para isso, use um elemento principal na arte e não os secundários. Nem sempre pode funcionar e as vezes o cliente pode gostar de primeira… mas se funcionar, você saberá exatamente o que alterar.

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